Eu Quero-te, ou Não!


Mas agora pára, já chega ou vais obrigar-me a gritar que tudo em ti me esta a irritar ao mais pequenino ponto da minha consciência? Acredites ou não, esses teus olhos ainda são um encanto para mim e ainda os imagino a focar um ponto da minha face. Desejo milhões de vezes tocar nas tuas mãos, abraçar-te e segredar-te ao ouvido “amo-te”. Mas não agora. Cruzei os meus braços, encostei-me á parede, fechei a boca e olhei para ti. Mostrei-te o quão estou magoada e que não sou indiferente á maneira cm me trataste, por isso, pára de brincar com o que sinto. Eu amei-te e ainda te amo bastante mas não quero que sejas o homem da minha vida não vale a pena. Por isso, pára, não fales, não olhes para mim, pára de fingir que estás preocupado comigo porque até isso me esta a irritar mesmo sabendo que dizes a verdade, como e porque – não sei, muito honestamente, mas esta. És mesmo importante e eu estou farta disso mesmo, do valor que tens para mim. Eu sou feliz e estou farta de o repetir centenas de vezes às pessoas que pensam que ainda me afectas, ás pessoas que pensam que a nossa história não tem um fim e isso eu gostava de saber se é mesmo verdade, porque eu sou feliz, assim contigo perto de mim mesmo não sendo como eu quero, á minha maneira. Dizes-me se tenho de ser forte para conseguir passar por cima de tudo isto? Consegues me dizer, ao certo, quantas vezes mais vais voltar a magoar-me porque dizes uma coisa e depois fazes outra? Dizes-me, já agora, quantas vezes disses-te “amo-te” na minha cara com honestidade? Quantas vezes o sentias enquanto o dizias? Dizes-me, por favor, se tenho que ser muito forte e se vale pena continuar a esperar por ti e a lutar intensamente? É que sabes eu não sou forte, sou frágil, como um bebé, e estou cansada. Por isso, diz-me quanto tempo isto vai durar? Diz-me quantas vezes eu terei que suportar as tuas arrogâncias, as tuas crueldades mas ao mesmo tempo as tuas ternuras, os teus miminhos. Diz-me por favor. Porque se continuares assim, vai haver um fim mais tarde ou mais cedo. Sabes, não sabes? Por isso, se não te importares diz me o que queres que faça ou então desiste de me rebaixar ou admites que não consegues escondê-lo mais, porque eu não sou forte, e estou cansada volto a repetir. Quanto mais vezes me pedes que continue a lutar, mais eu me canso e me farto de ser a única a juntar todos os pedaços da nossa relação que rasgas cada vez mais a cada dia que passa, ou me ignoras ou desmentes toda a verdade. Já não consegues sequer olhar para mim com outra forma, já não consegues sequer acreditar, não é? Não é o suficiente? Por isso, diz-me se isto vai acabar ou se vou ter que continuar a ser forte. É que por incrível que pareça as palavras ainda fazem sentido e, meu amor, não gastes o teu tempo comigo, depende tudo de ti e sempre dependeu, tudo e tu sabes isso melhor que ninguém. E quando acabas as minhas frases e dizias-me que querias um para sempre, eu acreditava. Quando me davas um beijo e eu ficava feliz como uma criancinha, lembras-te? O "Nós" existia e o amo-te também, é que eu sentia-me segura demais e queria mais que tudo estar a teu lado, viver contigo, tocar-te, fazer-te feliz, ouvir os teus sonhos, abraçar-te, gritar ao mundo o quanto és importante para mim e poder me gabar que és o melhor, aperceber-me de que me fazes tão feliz e ter a certeza de que és perfeito mesmo com os teus defeitos e feitios, mas isso não aconteceu por muito que eu quisesse. Então marquei dentro de mim um "amo-te", mas um ‘’amo-te’’ diferente, um ‘’amo-te’’ que quero que seja eterno e que assegure a minha felicidade, a minha segurança e que me faça viver feliz para o resto da minha vida ao teu lado mas agora eu sinto-me uma inútil, preenchida pelo arrependimento de ter acordado naquele dia e ter feito e dito o que disse e quando realmente me convenci de que realmente te tinha perdido, afoguei-me no enorme vazio que sinto, que dói mais que qualquer outra coisa e só de pensar que depois, no fim, foi tudo um sonho, assustei-me... Mas agora olha para mim e diz-me se sou alguma espécie de cobaia tua? Depois de todas as vezes que fugis-te ainda achas que eu mudei? Oh, poupa-me, a sério, já dormi demasiado tempo, e demorei demasiado tempo a perceber que isto para ti era um jogo, que se tratava de oportunidades e que para mim já tinha havido o GAME OVER. Se o teu objectivo é mesmo deixares-me sem saída, na ignorância e sem qualquer tipo de suporte, acho que conseguiste. Perdi muito tempo da minha vida contigo e até sem ti, e no entanto alem de ter valido a pena fiquei presa a ti, sabias? Agora não aguento mais. Mesmo depois de todas as lágrimas que já quebrei por tua causa, ainda tenho vontade de gritar que te amo mesmo muito, mas como te soa isso? Bastante absurdo não? Mas também quem te disse que eu não o sou e nunca o fui por ti? Eu amo-te mas estou demasiado assustada com tudo isto, por isso, se quiseres leva tudo o que é meu, leva tudo o que eu sou e leva tudo o que me deste. Às vezes chego mesmo a pensar que nem isso mereces, que nem tens o direito de o fazer mas já não tenho nada porque tu arrancaste parte de mim, parte do que fui, parte do que sou e por isso não tenho mesmo força para continuar a lutar por nós se tu não me deixares. Vou ceder e vou deixar tudo nas tuas mãos e aí sim levarás tudo contigo mas pelo menos saberei que algo que já foi meu continuará contigo e mesmo que seja a coisa mais estúpida que já pensei, tem todo o sentido para mim, por menos. O que realmente já não cabe na cabeça de ninguém é que eu estava a fazer o papel de menina feliz quando a tua arrogância me destrói e me magoa muito por dentro. E a única coisa que não se pode deixar para trás, no meio disto, é que quando te sentir longe de mim, não me dirigir ao posto mais próximo de onde estejas para te abraçar, por isso quando isso acontecer eu vou te procurar e abraçar-te com a mais pura sensação de segurança que poderás ter, e vou fazer-te andar para trás no tempo e independentemente dos teus medos e da tua vida, eu vou te fazer sentir o que eu sinto. E uma pergunta pertinente porque é que me deixas-te? Como não foste capaz de cumprir a tua promessa? "Nunca te deixarei", foi o que disses-te, bastantes vezes, mas da mais honesta maneira que alguma vez ouvi e eu acreditei em ti, afinal, porque te amo e sou a tua pequenina. Deixaste-me do dia para a noite, sem nunca me explicar porquê, fingindo que a verdade é que tu já me esqueceste, mas eu não consigo acreditar nisso, nunca consegui...