Talvez não possa adiar o inevitável, porque o inevitável será o que amo, e quem eu amo és tu. Talvez não possa sorrir, porque quando abro os olhos e não te vejo comigo. Talvez não possa sorrir, porque esse sorriso existe mas não brilha como brilhava. Talvez eu possa viver sem ti, mas não seria a mesma coisa. O erro é acordar e ainda olhar para o telemóvel, á espera de um telefonema teu. O erro é ainda não saber sorrir com magia, como me fazias sorrir. Os erros desde que saíste de ao pé de mim são constantes. Antes estavas lá e ajudavas me e agora já nem sei onde páras nesta vida.
Eu era e ainda sou quem te ama, se isso te importa? Se queres saber, deixei me ir demasiado pelas tuas palavras e pelos teus toques, agora fiz um caminho mas não sei voltar ao princípio da história. Perdi o fio á miada. Não distribuí as pedras pelo caminho e agora não sei voltar para casa. Sou uma indefesa criança que se apaixonou, outra vez, pelo rapaz errado (dizem eles e elas). Acho que és o tal mas se calhar não tenho a certeza. Não sei dizer a palavra “ Amo te”, novamente, sem olhar para trás. Não sei
dize-la porque sinto a tua falta. Sinto a falta do teu cheiro. Sinto a saudade de sentir os teus músculos bem perto das minhas mãos. Volta me a dizer como te encontrei, volta me a dizer como é amar de verdade. Amar te seria pouco para descrever tudo o que me corre nas veias, tudo o que me escorre pelo rosto, tudo o que expresso num sorriso ou em gestos que simplesmente fazem lembrar as minhas atitudes de criança. Amar te é demasiado cruel para mim mesma, faz me sofrer, faz me chorar, faz me pensar no que fomos e no que somos presentemente e principalmente, faz me pensar em ti.
