já não estavas lá*
Foi quando acordei, naquela praia com imensa areia e imensa água, que já não te vi. As minhas pegadas já não existiam e do teu nome, nem uma letra restava. Tudo desapareceu. De ti, sobrou um rasto muito vasto. Mas mesmo assim não desisti e segui em frente. Mas quando me levantei não conseguia andar, senti me sem forças ao máximo. Dirigi me para a água e ainda muito fraca tentei escrever o teu nome vezes e vezes sem conta, mas nem sei porquê, a água tudo apagava. Irritei me e desisti. Tal como tudo o mar apagava, pensei que pudesse ser um sinal. Uma mensagem em códigos, que aos poucos me tentava transmitir vários pensamentos e questões ao mesmo tempo. Foi então que decidi seguir o vasto que tinha sobrado do teu caminho. E quando olhei para o meu lado, novamente, o mar tinha o levado. Desesperei e chorei. Tudo o que eu tinha ganho, perdi. Tinha perdido. Não sabia para onde tinhas ido, eras a minha grande inspiração, o meu grande orgulho. Perdi te e contigo levaste um pouco de mim. Levaste o pouco que restava de todos os nossos momentos que por segundos quero fazer voltar. Por tua culpa sinto me diferente, contudo, foste tu que eu escolhi. Não te consigo esquecer. Aos poucos gasto a minha tristeza. Perco os dias e as noites á espera de um sinal apenas. Afinal o teu nome e o teu rasto, o mar levou. Mas mesmo assim, encontrei o rumo certo e indicado para voltar a casa e lá no fundo as palavras: ‘’ Queria te esquecer e não consigo porque te amo ’’, sempre estiveram escritas naquela praia imensa. Eu é que por muito que quisesse nunca as iria ver. O teu rasto, esse sim, sumiu de vez. Foste sem retorno.
