Não tenho imaginação para mais palavras que formam textos, a minha consciência está em baixo.
Sou a ingénua que vejo no espelho do meu quarto que me segue todas as manhãs quando lavo os dentes. Aquele espelho que tanto me presegue quando nada quero saber. Não me lembro de mais nada, nada me soube a espinha. Já não sinto aquele calafrio que tanto sentia todas as manhãs quando me levantava do colchão ainda com o cheiro da noite por dentro dos lençóis, húmido de suor de uma pequena criança que cresceu e acordou de um pesadelo e que tanto a fez chorar. Juntei grão a grão para saber o que se passava com aquela criança que cresceu, acordou e sempre que adormecia, pegava na minha mão num gesto inútil dee quem diz: "Não me deixes aqui sozinha, fica comigo para o resto dos tempos e deixas que as horas passem lá fora", uma criança dizendo isto, perturba o meu pensamento infantil de quem não quer crescer mas sim ficar criança do seu lar para sempre.