Ela ficou sozinha..

Ela acordou, esticou o braço e não o sentiu ao seu lado. Mais uma vez. Ele não estava lá. Ela chorou. Não porque o amava mas porque não se despediu. E ele nem deixou uma pista que fosse. Só deixou um bilhete que dizia: “Amar te é pouco. Venero te. Desejo te. Preciso de ti.”. Ela mais uma vez chorou. Chorou de saudade. Chorou de tristeza. Chorou porque ele apenas partiu e não disse nada. Nem uma pista. Nem uma cidade. Nem uma morada. Nem apenas um beijo dentro de uma caixa fechada a sete chaves. Apenas um bilhete. Apenas a recordação da sua caligrafia. Apenas o seu cheiro espalhado pela casa, pelos imensos corredores de uma simples casa. “Nunca diria que ele seria útil na minha vida, apenas foi ele o escolhido, foi ele que escolhi amar, foi ele que simplesmente decidi ser meu para o resto desta vida, foi ele e é insubstituível”, dizia ela vezes e vezes sem conta. Eu não sei se os sentimentos dela por ele era realmente o que diziam ou se pura especulação e ilusão, vistos de fora. Eles eram dois em um. Eram a vida um do outro. Completavam-se como um puzzle. Quem diria que uma paixão de crianças fosse dar no que deu? Ninguém.. Agora vivem longe um do outro, ele não lhe diz nada, não lhe responde às mensagens, nem lhe atende os telefonemas, repetitivos, num gesto inútil de se ver. Se ele era realmente o homem da vida dela, ninguém sabe. Se ele desapareceu naquele dia, o motivo ninguém sabe. Ele hoje é ausente na vida dela e de muita gente neste mundo, mas no outro mundo já pode ser a vida e a presença para alguém. Agora quem ninguém sabe..